Controle de Pragas na Agricultura: O Bicho Mineiro do Café

O manejo de pragas do café

Na cultivo racional do café o controle de pragas do café ocupa lugar de destaque dentre as preocupações dos produtores. O pé de café é atacado por várias pragas do cafeeiro, caso não sejam controladas devidamente,  estas podem gerar enormes prejuízos à lavoura e, em vários casos, limitar a produtividade do café.

Conforme as diferentes regiões produtoras de café do Brasil, a importância das pragas do cafeeiro pode variar de acordo com a região de plantio do café, sendoo Bicho Mineiro, a Broca e Cochonilhas os maiores geradores de problemas em quase todas as regiões de plantio do café; Atualmente nota-se o aumento do surgimento devárias pragas do cafeeiro causado principalmente pelo uso indiscrimninado de agrotóxicos no meio ambiente. Uma possibilidade de melhora em relação à este problema é controle biológico, seu uso é dotado de muitas vantagens e possibilidades, as informações de aplicação prática desta técnica ainda não são suficientes para seu uso amplo na lavoura de café. Outra solução paliativa é colocar nas recomendações de uso dos defensivos agrícolas de controle químico, exigências de devidos cuidados para a manutenção dos inimigos naturais das pragas do café.

O controle de pragas do cafeeiro deve portanto ser realizado apenas no momento em que a população da praga atingir o patamar de sério dano econômico para o produtor rural, sendo preciso um sistema de “Manejo de Pragas” adequado.

Reflexos do Bicho Mineiro na produção de café e história da praga

Os prejuízos causados por esta praga do café são podem ser vistos pela diminuição da área ativa e fotossintética da planta, e principalmente pela queda de folhas. Os reflexos na lavoura de café normalmente são percebidos logo na próxima safra. Baseando-se em experiências realizadas nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, dados de pesquisas realizadas mostraram a redução de 53% , 37% e até 80% da capacidade de produção do café, respectivamente. Os danos gerado pelo Bicho Mineiro à lavoura de café, variam pela intensidade, duração do ataque e época de ocorrência da praga do cafeeiro, mas a praga pode causar grande ônus ao agricultor.

Sabe-se que Bicho Mineiro originou-se na Àfrica e sua presença pode ser percebida no Brasil desde de 1851, quando  a praga do cafeeiro chegou ao país provavelmente por meio de mudas de café vindas das Antilhas e da Ilha de Bourbon. No presente essa praga do café encontra-se dispersa por todas as regiões produtoras de café do Brasil, sendo que grande parte dos problemas causados pelo bicho mineiro têm ocorrido devido ao uso de fungicidas cúpricos na agricultura para o manejo de pragas como a ferrugem do café. O Bicho Mineiro causa prejuízos à plantações de muitos outros países na América e na África, sendo esta talvez a praga do café mais comum no mundo. A praga ataca apenas o cafeeiro, sendo portanto uma praga monófaga.

O Bicho Mineiro (Perileucoptera coffeella )

Em sua fase adulta o Bicho Mineiro é uma mariposa de cor geralmente branco-prateada que durante a tarde ou ao anoitecer deixa seu abrigo e faz a colocação de ovos na face superior das folhas do cafeeiro. A lagarta passa do ovo imediatamente pra dentro da folha quando nasce. Começa então a  usar do tecido entre as duas epidermes para se alimentar, deixando um vazio na área da qual se alimentou. As regiões afetadas pelo bicho mineiro vão ficando secas e a área atacada vai aumentando conforme a lagarta cresce. Dá-se então a esta lesão o nome de “mina”, que pode ser percebida pela facilidade em levantar a face de cima da folha, podendo assim ver as lagartas e o espaço criado pela praga do cafeeiro.

Bicho Mineiro na Folha de Café, uma das Principais Pragas do Cafezal

Bicho Mineiro na Folha de Café, uma das Principais Pragas do Cafezal

Após desenvolvida, a lagarta sai da planta por uma fenda que ela mesma faz na epiderme superior da planta, em seguida, se encrisalida na parte de baixo da folha ou em outras mais próximas ao solo. O tempo de eclosão vai de 5 a 21 dias. Cada mariposa põe em média 36 ovos. No campo, quando as condições são favoráveis, chega a ocorrer 7 ou mais gerações por ano.

Projetos de manejo de pragas na cafeicultura objetivam a criação de uma estratégia ampla de ação, com a utilização de várias táticas de controle por meio de vários métodos: culturais, químicos, biológicos, uso de variedades de café mais resistentes ou de táticas de interferência nos sistemas fisiológicos e ecológicos dos insetos praga. Estas táticas são escolhidas e integradas entre si dentro de programas harmônicos que visam trazer o máximo de vantagens às características do pé de café e aos fatores de mortalidade naturais.

Combate ao bicho mineiro, uma das principais pragas do cafeeiro

Ofertas Relacionadas

Empresa WP Soft - Sistemas Online  

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>