Arquivo da tag: Drenagem e Irrigação

Drenagem de Terrenos em Pequenas Propriedades Rurais

O Que É Drenagem do Solo

Drenagem é o ato de remover a água artificialmente de solos encharcados, através de  fossos, canais, túneis, tubos ou valas, sendo ainda possível o uso de motores como apoio à drenagem do terreno. Os sistemas de drenagem tem por finalidade escoar as águas pluviais e evitar enchentes, a fim de tornar o solo mais aproveitável ou deixá-lo em condições de desenvolvimento adequado ao cultivo, aumentando assim a produção e consequentemente os lucros do produtor.

A drenagem na agricultura está relacionada à quantidade de oxigênio presente  no solo, uma vez que a falta de oxigênio diminui a respiração das raízes, aumenta a tolerância no transporte de água e nutrientes para as plantas e aplaca a formação de compostos tóxicos. Portanto, é uma importante técnica para a ocupação de terras inexploradas e também a recuperação de outras prejudicadas por mau uso.

A Drenagem na Agricultura: Superficial e Subterrânea

No método de drenagem superficial, a água é removida da superfície do solo através de uma rede de canais abertos no terreno. Em terrenos planos, o principal fator a ser levado em conta é a rapidez da operação, já que, em áreas inclinadas, o problema é a interceptação do curso da água e eliminação do excesso sem causar erosão. Além disso, a drenagem superficial do solo depende de uma sistematização do terreno, pois a água se acumula em depressões e partes irregulares do terreno. Essa sistematização deve proporcionar um ambiente favorável ao escoamento da água da chuva, sem causar erosão.

Projeto de Vala para Drenagem em Pequenas Propriedades Rurais

Projeto de Vala para Drenagem em Pequenas Propriedades Rurais

As causas diretas dos problemas de drenagem superficial são precipitação excessiva, formação de cursos d’água e enchentes, as quais causam um acúmulo superficial devido à deficiência de drenagem do terreno, camadas compactadas e microtopografia irregular.

Há ainda algumas desvantagens no uso de drenos abertos para a drenagem na agricultura, apesar de apresentar uma velocidade de escoamento maior:

  • Perda de área na sua abertura o que, em solos de alto valor econômico e com culturas intensivas, tem grande importância;
  • Dificulta o trabalho de máquinas – manejo do solo;
  • Custo do espalhamento do material, quando não apropriado para ser espalhado;
  • Alto custo de manutenção devido ao crescimento de ervas daninhas terrestres em seus taludes e aquáticas em seu leito.

As primeiras referências sobre drenagem subterrânea datam o ano 2 AC, na Roma antiga, onde era feita a abertura de valas posteriormente preenchidas com cascalho. O cascalho servia como meio coletor de água do solo e condutor desta para fora da área drenada. A próxima referência data o ano de 1620, onde, pela primeira vez, na França, foi feita drenagem subterrânea através de tubos de barro, sendo retomada a prática na Inglaterra em 1810.

A drenagem subterrânea tem como finalidade propiciar às raízes das plantas condições favoráveis de aeração, umidade e balanço de sais, portanto está intrinsecamente relacionada à drenagem na agricultura.

Em regiões de umidade alta e muito alta, com precipitações médias anuais maiores que 1.000 mm a drenagem subterrânea visa evitar o encharcamento do solo por período de tempo prolongado que venha a prejudicar o rendimento econômico das plantas. Em regiões semi-áridas a drenagem subterrânea é utilizada para evitar o encharcamento e também a salinização de solos irrigados.

Ainda é importante lembrar que tanto para a drenagem superficial como para a drenagem subterrânea, a existência de um ponto de descarga próximo à área a ser drenada é de suma importância, podendo a distância e as condições de acesso a esse ponto serem fatores de inviabilização a implantação do sistema de drenagem subterrânea de determinada área.

Drenagem Superficial do Solo: Como Drenar Terrenos

Drenagem do Solo: O Que É

Drenagem é o ato de remoção de água artificialmente de solos encharcados, através de túneis, fossos, canais, valas ou tubos, sendo ainda possível o uso de motores como apoio à drenagem do terreno. Além dos condutos forçados e dos condutos livres que são compreendidos entre urbanos e/ou rurais, os sistemas de drenagem tem como finalidade escoar as águas pluviais e evitar enchentes, a fim de tornar o solo mais aproveitável ou deixá-lo em condições de normal desenvolvimento adequado ao cultivo, assim aumentando a produção e consequentemente os lucros do produtor.

O excesso de água reduz as trocas gasosas entre a atmosfera e o solo, portanto a drenagem do solo está relacionada à quantidade de oxigênio presente no mesmo, uma vez que a falta de oxigênio diminui a respiração e o volume total das raízes, aumenta a tolerância no transporte de água e nutrientes para as plantas e aplaca a formação de compostos tóxicos. Assim, é uma importante técnica para a ocupação de terras inexploradas e também a recuperação de outras prejudicadas por um manuseio errado.

Projeto de Drenagem Superficial da Bahia de Santos

Projeto de Drenagem Superficial da Bahia de Santos

A Drenagem Superficial do Solo e seu Funcionamento

No método de drenagem superficial, é feita a remoção de água da superfície do solo por meio de uma rede de canais abertos no terreno. Em terrenos planos, o principal fator a ser levado em conta é a rapidez da operação, uma vez que, em áreas inclinadas, o problema se volta à interceptação do curso da água e eliminação do excesso sem causar erosão.

A drenagem superficial do solo depende de uma sistematização do terreno, pois a água se acumula em depressões e partes irregulares do terreno. Essa sistematização deve proporcionar um ambiente favorável ao escoamento das águas da chuva, sem causar erosão.

As causas diretas dos problemas de drenagem superficial são precipitação excessiva, formação de cursos d’água e enchentes, as quais causam um acúmulo superficial devido à deficiência de drenagem do terreno, camadas compactadas e microtopografia irregular.

Há ainda algumas desvantagens no uso de drenos abertos como mecanismo de drenagem, apesar de apresentarem maior velocidade de escoamento:

  • Perda de área na sua abertura o que, em solos de alto valor econômico e com culturas intensivas, tem grande importância;
  • Dificulta o trabalho de máquinas – manejo do solo;
  • Custo do espalhamento do material, quando não apropriado para ser espalhado;
  • Alto custo de manutenção devido ao crescimento de ervas daninhas terrestres em seus taludes e aquáticas em seu leito.

Fertirrigação: Como Irrigar com Adubos para o Cultivo da Lavoura

O que é Fertirrigação e como ela é aplicada na Agricultura

A utilização de irrigação com adubos é uma técnica de fertilização que transporta nutrientes para o solo cultivado através do sistema de irrigação. Esta aplicação pode ser feita através de técnicas de micro-irrigação como irrigação por gotejamento ou por micro-aspersão, ou por aspersão, sob pivô central ou convencional. A escolha do projeto de irrigação varia conforme a nescessidade do produtor. A aplicação de fertilizantes pode ser feita com o uso de produtos comerciais diluídos em água de irrigação ou de fertilizante orgânico líquido, como a vinhaça e efluentes oriundos de alguns tipos de indústria alimentícia.  É importante lembrar que para o uso efluentes de qualquer natureza em alguns casos é cobrado tanto licenças ambientais quanto o monitoramento ambiental constante da área. O uso da fertirrigação pelo produtor rural, proporciona economia de água, de fertilizantes e de mão-de-obra.

A aplicação de fertilizantes via água de irrigação compreende três etapas:

  1. Na primeira etapa, o sistema de irrigação deve trabalhar durante um quarto do tempo de irrigação, para que sejam equilibradas hidraulicamente as unidades de rega.
  2. Na segunda etapa, é feita a injeção dos adubos no sistema de irrigação por meio dos equipamentos apropriados.
  3. Na terceira etapa, o sistema continua funcionando para complementar o tempo total de irrigação, lavagem do sistema e transporte dos fertilizantes da superfície para camadas mais inferiores do solo.

A produtividade da fertirrigação depende da taxa de adição de fertilizantes, do tempo de irrigação por unidade de rega e dos tipos e doses de fertilizantes agrícolas utilizados por unidade de rega. Devem-se considerar também as variedades trabalhadas e suas respectivas fases fenológicas.

Fertilização através da Irrigação da Lavoura

Fertilização através da Irrigação da Lavoura

Vantagens da fertirrigação na fertilização do solo

O uso de fertilizantes agrícolas na irrigação é útil para tornar o solo produtivo de maneira eficiente e barata. Através da mistura de fertilizantes comerciais (N, P, K) em água de irrigação é possível obter um grau de exatidão maior do que outras formas de fertilização do solo. Existem também no Brasil experiências muito bem sucedidas com o uso de resíduos industriais em culturas específicas. O uso da fertirrigação, além de ser um método mais racional de adubação, é uma técnica que permite a reabsorção dos nutrientes não aproveitados nos processos industriais, reduzindo muitas vezes os problemas com a disposição correta e tratamento dos efluentes. Por esse motivo, o uso de fertilizantes líquidos na irrigação na agricultura pode ser aceito como técnica de tratamento de efluentes orgânicos por infiltração no solo. Desde que bem aplicada, acompanhada de um projeto de irrigação e de profissionais qualificados, tal técnica não traz malefícios ao meio ambiente, pelo contrário, estimula uma melhor circulação do nitrogênio, fósforo e potássio.

Para amenizar a complexidade da injeção de fertilizantes agrícolas via sistema de irrigação, uma alternativa mais recente é a utilização de adutoras secundárias, paralelas às adutoras das unidades de rega, cuja finalidade é transportar a solução ou mistura concentrada até a entrada da unidade de rega específica. Porém, é necessário que em cada unidade de rega, a injeção do fertilizante líquido seja feita nos dois quartos intermediários do tempo de irrigação, pois a permanência do nitrogênio na tubulação, após a fertirrigação, pode favorecer o desenvolvimento de microorganismos que causam a obstrução dos emissores.

Construção de Pequenas Barragens de Terra para Drenagem e Irrigação

Construir Barragens de Terra exige Planejamento

Em geral, a construção de uma pequena barragem de terra, com até dez metros de altura, é um processo bem simples.

No entando, para se construir uma pequena barragem para irrigação, funcional e segura, não basta contratar as máquinas, fazer escavações em barrancos, transportar a terra escavada para o local da barragem e fazer um montinho de tal forma a impedir o segmento natural de um curso d’água. É necessário, antes de tudo, fazer um planejamento, obedecendo, basicamente a três passos principais.

O primeiro passo refere-se ao local onde a pequena barragem para irrigação será construída. Este local deve ter características naturais, capazes de permitir acúmulo de água suficiente ao obter uma represa com a profundidade desejável. O terreno deve possuir condições satisfatórias para a construção da barragem; a vazão de água a ser usada, deve ser racional o suficiente para manter a represa cheia durante todo o ano, compensando, inclusive as evaporações e infiltrações. É preciso saber  de onde a terra usada para compor a barragem será retirada, procurando-se avaliar o custo de transporte e as estratégias de recuperação ambiental que serão adotadas; qual será o custo da construção da barragem, entre outros.

Pequena Barragem de Terra sendo constrída por um Trator

Pequena Barragem de Terra sendo constrída por um Trator

Com condições adequadas para se construir a pequena barragem de terra para irrigação, e comprovações de que ela será de interesse público ou que resultará em benefícios sociais para a região, deve-se então considerar o segundo passo que é a legalização do projeto de barragem, feita mediante solicitação aos órgãos competentes de cada estado.

Obtida a autorização para a construção da barragem de terra, deve-se, por fim, considerar o terceiro passo, que são as técnicas de construção da barragem a serem adotadas. Portanto, é o somatório desses três passo que permitirá obter uma pequena barragem bem construída, funcional e segura, sem riscos de arrombamento e capaz de possibilitar o alcance dos objetivos propostos.

Irrigação em pequenas e médias propriedades

O expressivo aumento da população mundial nas cidades, causada pela revolução industrial, fez aumentar a demanda por comida, o que causou a expansão da área cultivada e abriu novas fronteiras agrícolas. Então, com o contínuo crescimento demográfico, a humanidade teve de aprimorar suas as técnicas de irrigação, não só para complementar as chuvas nas regiões úmidas, como, também, para tornar produtivas as zonas áridas e semi-áridas do planeta terra que constituem cerca de 55% de sua área continental.

Projetos de irrigação devem ser feitos com o objetivo de aumentar a produção, em quantidade e qualidade, e assim obter mais lucro.

História da Irrigação no Brasil

No Brasil da década de 60, a irrigação se restringia a pequenas propriedades e às áreas de cultivo de arroz, no Rio Grande do Sul. Pode-se então afirmar, que foi a partir de 1975, que iniciou o crescimento significativo da irrigação em nosso país, quando a implementação de projetos particulares de agricultura aumentaram e se especializaram, e os projetos públicos passaram a ser implementados mais rapidamente. Até 1976, a CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco – e o DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra a Seca – irrigavam, juntos, pouco mais de 10.000 hectares.

No Brasil de hoje, a área de cultivo agrícola irrigado é de, aproximadamente, 2,7 milhões de hectares, com grande potencial para expandir, sendo que apenas 5% da área total cultivada é irrigada, que respondem por cerca de 16% da produção total e por 35% do valor dessa produção. A área total para aproveitamento hidroagrícola é estimada em 16 milhões de hectares, sem considerar os 33 milhões de hectares de várzeas, e o Brasil detém 8% dos recursos hídricos de água doce do planeta.

A Irrigação no Cenário Internacional

Hoje em dia, a área irrigada no mundo é cerca de 260 milhões de hectares, o que corresponde a 17% da área cultivada, responsável por 40% da produção total de alimentos.

A irrigação é a maior usuária de água na produção agrícola. A utilização de irrigação na agricultura representa, em nível mundial, cerca de 70% de toda água derivada de lagos, rios e mananciais subterrâneos, enquanto a indústria utiliza 23% e o abastecimento humano consome 7%. Apesar do grande consumo de água, a irrigação representa a maneira mais eficiente e produtiva de se obter alimentos.

Porque Irrigar e Como Irrigar sua Plantação

A irrigação possibilita o aumento de produtividade e da qualidade dos produtos, gerando maior renda para o agricultor, desde que ela esteja associada à utilização de outras práticas culturais, também importantes. Portanto, o uso isolado da irrigação não traz os benefícios que o produtor espera. É um meio a mais para se produzir melhor, com segurança.

Como Irrigar Pequenas Propriedades

Como Irrigar Pequenas Propriedades com um bom sistema de Irrigação

Não se deve fazer irrigação pelo simples prazer de se estar fazendo agricultura irrigada, mas sim com o objetivo de aumentar o lucro, com o aumento da produção, quer em quantidade, quer em qualidade. Portanto, sua adoção precisa estar bem entrosada com as outras operações e práticas recomendadas, exigindo acompanhamento especializado e critérios corretos na tomada de decisões.

Assim, o produtor tem que repensar todo seu sistema de produção, já que a tecnologia de irrigação permite viabilizar o potencial dos demais insumos modernos tais como: fertilizantes, herbicidas, uso de sementes melhoradas, inseticidas, fungicidas, dentre outros.